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29 Mai 2013
É Preciso Coragem
0 Comentários - Comentar  ::  Categoria: Crônicas da Vida, Utilidade Pública, Oportunidades de Negócios

Por: Robson Vitorino (*)

Não precisaria de pesquisas para chegar à conclusão que mais de 50% das pessoas que eu conheço não estão satisfeitas com o seu emprego atual. Mas as pesquisas são fundamentais para deixarmos os “achismos” de lado e identificarmos com mais precisão o cenário.

Uma pesquisa da Towers Watson em 16 países, divulgada em julho de 2012, aponta que fora do Brasil 65% dos trabalhadores estão desengajados. No Brasil, são “apenas” 30%.
Muita gente está infeliz porque trabalha “no escuro”. Segundo a pesquisa, no Brasil, 46% dos funcionários dizem não conhecer as metas das empresas onde trabalham. E 44% dizem que não sabem o que precisam fazer para ajudar a companhia a atingir seus resultados. Outro fator de infelicidade é o descasamento entre valores pessoais e corporativos. Uma pesquisa da Bain & Company com 750 profissionais de seis países revelou que 15% dos executivos já aceitaram redução no salário para trabalhar em empresas que adotam práticas sustentáveis.

Segundo a autora Teresa Amabile em sua obra “The Progress Principle”:
“O fator mais importante para o engajamento das pessoas é perceber avanços em um trabalho que faça sentido. Mesmo que pequenos passos adiante incrementam o que nós chamamos de vida profissional interior.”

Você é capaz de responder a pergunta abaixo?
O que o seu trabalho atual está fazendo com você como pessoa ? com a sua mente, seu caráter e seus relacionamentos?

Acredito que seja sim. Interessante é que a maioria das pessoas cujo eu identifico alto índice de insatisfação, consegue responder bem esta pergunta.
Já reparou que existe um perfil de comportamento que eu costumo chamar de “Tipo ímã” (peça de aço magnetizado que atrai). Pessoas “tipo ímã”, parecem ímã, queriam ser ímã, mas não são. Esse tipo de pessoa está sempre esperando atrair (receber) algum benefício da empresa, uma ajuda da família, dos amigos, do governo, etc. Acha sempre que está em posição de ser ajudada (atraindo ajuda). Esse perfil de pessoa não conhece o sabor da conquista.

O que você tem feito por você mesmo? Para melhorar enquanto profissional? Quais foram as suas últimas conquistas? Há quanto tempo?
Nós conseguimos observar os elementos ao nosso redor, mas temos sérias dificuldades em nos perceber. A nossa mente é mestre em maquiar as nossas falhas e evidenciar as falhas externas. Será que a empresa que você trabalha é tão ruim assim como você pensa? Será que o seu chefe é esse monstro que você acredita ser?

É preciso muita coragem para investir tempo em se conhecer melhor. Eu quero te recomendar um remédio. No mundo do coaching nós chamamos de CHA ? Conhecimento, Habilidades e Atitudes. Você se conhece bem? Que tipo de conhecimento você tem obtido? Conhece as suas principais habilidades? Você é uma pessoa de atitudes? Suas atitudes geram resultados satisfatórios?

É preciso coragem para se conhecer bem para mudar. Ao se conhecer melhor é possível tomar decisões acertadas, definir objetivos alcançáveis e desenvolver habilidades alinhadas com o seu perfil. Não esperar mais, mas fazer acontecer hoje e agora. É preciso coragem!

(*) Robson Vitorino: é Coach, palestrante, professor, articulista e consultor nas áreas de Marketing, Comunicação, Liderança e Gestão de Pessoas ? www.robsonvitorino.com.br

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22 Fev 2013
A Reputação Diz Tudo
1 Comentários - Comentar  ::  Categoria: Crônicas da Vida

Por: Robson Vitorino (*)

Eu sou da época que as pessoas na TV, nas novelas e nos filmes apareciam fumando e bebendo. Tinha até cigarro de chocolate para crianças, pasmem! Nesta época, década de 80, eram permitidos os comerciais de cigarros. Lembro-me bem das campanhas da Hollywood. Nunca fui fumante, mas sempre fui fã das campanhas da Hollywood. Nesta época a publicidade e a propaganda de massa eram mais eficientes e exerciam mais influência do que nos dias de hoje. Nesta mesma época, as empresas que apareciam mais eram as que falavam mais de si e de seus produtos, geralmente eram líderes em seu segmento.

Fechando o foco em pessoas, quando alguém tinha algum problema numa cidade, o simples fato de mudar-se para outro estado dava chances de reconstruir uma nova vida abandonando um passado não muito bom. Em alguns casos mudando até de país.

As coisas mudaram significativamente. Com a difusão da informação, a globalização, o surgimento da internet; a força de comunicação das empresas foi dissipada entre os consumidores. O que os consumidores falam das empresas, produtos e serviços, agora é o que importa.

As redes sociais aumentaram exponencialmente o poder de escolha do consumidor. Fechando o foco novamente em pessoas, nunca foi tão fácil que estranhos saibam alguma coisa sobre a nossa história.
Neste contexto de mudanças significativas, um dos desafios das empresas e pessoas passa a ser como construir uma boa reputação.

Segundo a Wikipédia:
Reputação (do latim reputatione) é a opinião (ou, mais tecnicamente, uma avaliação social) do público em relação a uma pessoa, um grupo de pessoas ou uma organização.
A reputação também é conhecida como um mecanismo de controle social ubíquo, espontâneo e altamente eficiente em sociedades naturais. É objeto de estudo em ciências sociais, administração e tecnologia. Sua influência vai de ambientes competitivos, tais como mercados, aos corporativos, tais como empresas, organizações, instituições e comunidades. Ademais a reputação atua em diferentes níveis de agência, individual e supra-individual. Ao nível supra-individual, diz respeito a grupos, comunidades, coletivos e entidades sociais abstratas (tais como empresas, corporações, países, culturas e mesmo civilizações). Ela afeta fenômenos em diferentes escalas, da vida cotidiana às relações entre nações. A reputação é um instrumento fundamental da ordem social, baseada em controle social espontâneo e distribuído.

A pergunta que não quer calar é: O que fazer para ter uma boa reputação? Como fazer para que falem bem de nós, da nossa empresa, de nossos produtos e serviços?

Ainda remontando os anos 80, uma lição que infelizmente ainda não foi assimilada por todos, é que não adianta querer transparecer algo que não é. A frustração originada da quebra de expectativas mancha a reputação. E reputação maculada, nos dias de hoje, pode ser fatal.
O nosso passado nunca teve tanto poder de influência sobre o nosso futuro como agora.

Mas então, o que estão falando sobre você agora? Creio existir apenas três possibilidades: Não falam nada. Estão falando mal. Estão falando bem.

No caso de não estarem falando nada, é ruim. A reputação é insumo para a construção de uma credibilidade mínima capaz de contribuir para a formação de opinião. Pelo menos uma primeira impressão. Você enquanto profissional é fácil de ser encontrado na web? Seu perfil profissional está atualizado?

No caso de estarem falando mal, é fundamental apurar se a crítica é pertinente ou venenosa. O fato é que lidar com as críticas é sempre duro e complexo. Mas nestes casos, a primeira conferência que deve ser feita é se a crítica tem origem na quebra de expectativa, ou seja, de uma situação onde se tentou ser o que de fato não é. Não acredito que nessas situações deva-se ignorar de imediato. Sim, sabemos que não somos perfeitos e é impossível agradar a todos, mas talvez a origem de tais críticas possa ser o simples fato de querermos ser perfeccionistas e agradar a todos.

Aprofundando um pouco mais, a construção de uma boa reputação nasce de uma base de autenticidade.

Segundo a Wikipédia:
Entende-se por autenticidade a certeza de que um objeto (em análise) provém das fontes anunciadas e que não foi alvo de mutações ao longo de um processo. Na telecomunicação, uma mensagem será autêntica se for, de fato, recebida na íntegra, diretamente do emissor.

Outra definição de Autenticidade seria a identificação e a segurança da origem da informação. O nível de segurança desejado, pode se consubstanciar em uma “política de segurança” que é seguida pela organização ou pessoa, para garantir que uma vez estabelecidos os princípios, aquele nível desejado seja perseguido e mantido.

Autenticidade é a garantia de que você é quem diz ser. Em segurança da informação um dos meios de comprovar a autenticidade é através da biometria que está ligado diretamente com o controle de acesso que reforça a confidencialidade e é garantida pela integridade.

Ser autentico dá medo. Medo de se expor. Medo da crítica, da rejeição, da descoberta de que não somos perfeitos. O que podemos perceber hoje são pessoas e empresas tentando projetar algo que não são a fim de minimizar os efeitos de possíveis críticas. Enquanto consumidores somos testemunhas de empresas que tentam a todo custo construírem uma reputação perfeita.

Para ser autêntico é necessário refletir rapidamente sobre o perfeccionismo.

Perfeccionismo não significa se esforçar para fazer o seu melhor. Não tem a ver com realizações saudáveis e crescimento. Segunda a psicóloga Brené Brown em seu livro intitulado A Arte da Imperfeição, o perfeccionismo é a crença de que se a nossa vida, aparência e atitude forem perfeitas, conseguiremos minimizar a dor da culpa, da crítica e da vergonha. É a tentativa de conquistar aprovação e aceitação.

Uma reputação perfeita é utopia. Portanto, perfeccionistas são pessoas/empresas que correm atrás do vento diariamente engolindo grandes doses de frustração.

Cabe a nós buscarmos a coragem para assumir o que somos. A busca pela autenticidade é o caminho para se construir uma reputação boa e sustentável.

Não dá para ser bom em tudo. O que é que você tem de melhor? Comunique isso. Celebre os seus êxitos. Sem exageros, mas celebre. Quanto aos erros, o melhor que temos a fazer é aprender com eles e evitar buscar explicações mirabolantes. Afinal de contas, pessoas e empresas são imperfeitas. É a certeza que ainda existem seres humanos habitando neste planeta. É sinal de vida. Problema nenhum conviver com isso. Complicado mesmo é querer ter uma reputação plástica, impossível de existir, porque sem for assim a reputação irá dizer. Ela diz tudo.

(*) Robson Vitorino - é palestrante, professor, articulista e consultor nas áreas de Marketing, Comunicação, Liderança e Gestão de Pessoas ? www.robsonvitorino.com.br


22 Fev 2013
Manifesto em Favor do Novo
0 Comentários - Comentar  ::  Categoria: Crônicas da Vida

Por: Robson Vitorino (*)

Não poderia deixar de compartilhar este maravilhoso texto de autoria do grande publicitário Carlos Domingos, publicado em seu livro “Oportunidades Disfarçadas”. Um livro repleto de cases excelentes que vem me instrumentalizando e inspirando. Neste texto Carlos Domingos nos chama a uma breve reflexão sobre o novo.

Manifesto em Favor do novo

Alguns temem o novo
Porque ele ameaça o estabelecido, contesta as convenções
Desafia as Regras
Alguns evitam o novo
Porque ele traz insegurança, estimula o experimento, convida à reflexão
Alguns fogem do novo
Porque ele nos retira da confortável posição de autoridades
E nos obriga a reaprender
Alguns zombam do novo
Porque ele é frágil, não foi consagrado pelo uso
Mas essas pessoas se esquecem que tudo o que hoje é consagrado
Um dia já foi novo
Alguns combatem o novo
Porque ele contraria interesses , desafia paradigmas,
Não respeita o ego, despreza o status quo
Mas tudo isso é inútil
Porque a história da humanidade mostra
Que o novo sempre vem
Por isso, recicle os seus pensamentos, reveja seus pontos de vista
Atualize suas fórmulas, seus métodos, suas armas
Senão você será sempre um grande profissional
Um sujeito muito preparado para lutar numa guerra que já passou
Carlos Domingos

(*) Robson Vitorino - é palestrante, professor, articulista e consultor nas áreas de Marketing, Comunicação, Liderança e Gestão de Pessoas ? www.robsonvitorino.com.br


14 Fev 2013
A Síndrome do Safety Car
0 Comentários - Comentar  ::  Categoria: Crônicas da Vida, Oportunidades de Negócios

Por: Robson Vitorino (*)

Faltam 10 voltas para o final da corrida quando o vice líder do campeonato roda na entrada da curva principal. Sai dos boxes uma bela Mercedez com o objetivo de agrupar todos os carros atrás dela numa velocidade que garanta mais segurança. É o Safety car na pista.

Você já deve ter tomado conhecimento de alguém muito talentoso que ao alcançar o sucesso começou a se desestruturar de repente. Uma liderança forte e credível é aquela forjada em cima de uma estrutura de caráter. Caso essa estrutura esteja com rachaduras, toda a construção desmoronará em algum momento. Ou pior, seguirá em ruínas acreditando estar em perfeito estado.

O psicólogo da faculdade de medicina de Harvard e autor do livro The Sucess Syndrome, Steven Berglas, diz que as pessoas que conquistam altas posições mas não têm estrutura para sustentá-las durante o período de estresse caminham para o desastre. Segundo Berglas, alguns efeitos desse desastre são: Arrogância, sentimentos dolorosos de solidão, busca de aventuras destrutivas ou adultério.

Quero me deter apenas no primeiro efeito “Arrogância”. Os demais efeitos geram problemas pessoais para o líder e, consequentemente, para os seus liderados. Mas a arrogância, esta traz conseqüências diretas para líder e o ambiente de trabalho. Além de bloquear toda e qualquer forma de ajuda.

Arrogância é o sentimento que caracteriza a falta de humildade. São sinônimos, o orgulho excessivo, a soberba, a altivez, o excesso de vaidade pelo próprio saber ou o sucesso. E como estamos falando de liderança, é fundamental registrar que a arrogância bloqueia toda e qualquer iniciativa de liderança. Pois se o liderado o vê como arrogante, nunca aceitará a sua liderança.

A síndrome do Safety Car atormenta líderes no mundo inteiro, o primeiro sintoma é a arrogância e os efeitos colaterais são:

? Não está competindo, mas faz questão de ir para pista;
? Não tem motor para andar rápido, mas ordena que todos andem atrás dele;
? Não deixa que a sua equipe desenvolva a potencia de seus motores;
? Faz questão ser o primeiro da fila;
? Faz questão de dizer que enquanto ele estiver ali é proibido ultrapassar;
? E quem ultrapassar é desclassificado.

A este líder a única esperança é que ele possa reconhecer que há algo errado e buscar mudança, se é que a arrogância dará espaço para que isso ocorra. Certamente a sua arrogância não permitirá que ouça a crítica de seus pares. Mas existem pessoas que nos conhecem tão bem quanto nós mesmos: Nossa família. Geralmente partem dela as melhores críticas, isentas de veneno e comprometidas com o nosso bem estar.

Para os liderados, a intenção de mudar o caráter de alguém é prepotência. Resta seguir alguém que mereça de fato ser seguido. Alguém com caráter sólido e transparente. Alguém que não esteja preocupado em concorrer com os liderados e que faça o trabalho de orientação e desenvolvimento com eficácia.

Como diz o velho ditado “Quem acha que é um líder e não tem seguidores está apenas passeando.”

(*) Robson Vitorino - é palestrante, professor, articulista e consultor nas áreas de Marketing, Comunicação, Liderança e Gestão de Pessoas ? www.robsonvitorino.com.br


01 Fev 2013
Se Essa Rua Fosse Minha...
0 Comentários - Comentar  ::  Categoria: Crônicas da Vida, Utilidade Pública

Por: Robson Vitorino (*)

Ser criança é tão bom não é mesmo? Muitas vezes nos flagramos pensando nisso por achar que crianças não tem responsabilidades. Isso não é verdade. Já parou para pensar que as crianças são cobradas a todo momento? Não mexe aí? Fez o dever de casa? Vai tomar banho, e por aí vai.

Talvez pensamos que ser criança é tão bom pelo fato de não precisar lidar com muitos problemas. Mas já pensou na quantidade de problemas que as crianças resolvem num dia? Quantas coisas que lhe eram desconhecidas e passam a ser conhecidas. Já percebeu como elas lidam com o novo, com o desconhecido?

Dentre desse contexto é fundamental destacar a facilidade como as crianças dizem “eu não sei” ou ainda “o que é isso? O que significa?” é uma facilidade para aprender o novo, sem compromisso nenhum com a vaidade do saber.

Enquanto os adultos dificultam as coisas, seja pela vaidade, pelo egoísmo, pelas disputas, as crianças tem uma grande tendencia em simplificar as coisas.. Certa vez a minha sobrinha de 5 anos me perguntou para que servia o ar condicionado. Tentei explicar a ela que o aparelho retira o ar quente e assopra o ar gelado para dentro do ambiente. Ela nem me deixou terminar a explicação e já soltou ” então esse negócio serve para não deixar a gente toda suada né tio?”

As crianças são pragmáticas e sinceras . Não ouse perguntar a uma criança se ela gosta de você a não ser que você esteja preparado para qualquer resposta. Os adultos são reféns do “politicamente correto” e abrem mão das suas verdades para concordar com os absurdos politicamente corretos que os seus “chefes” dizem. A questão é que a verdade liberta!

Muitas idéias inovadoras e projetos brilhantes não são visíveis ao mundo dos adultos. É preciso ser como criança para enxergá-las. É preciso resgatar a ingenuidade. É preciso romper com o medo do fracasso e do ridículo.

Engraçado, refiro-me às crianças como se nunca a tivesse sido. Preciso resgatá-la.

Esse vídeo abaixo ilustra bem o que uma criança pode fazer quando sonha:

(*) Robson Vitorino - é palestrante, professor, articulista e consultor nas áreas de Marketing, Comunicação, Liderança e Gestão de Pessoas ? www.robsonvitorino.com.br


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