Por: (*) Edemar Vitorino
Todo o Brasil foi surpreendido com a atitude do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, de iniciar greve de fome contra as denúncias de financiamento irregular de sua pré-campanha a presidente da república pelo PMDB. Garotinho reivindica a presença de observadores internacionais no processo eleitoral brasileiro e igualdade de tratamento ao demais candidatos.
É de se lamentar este ato de Anthony Garotinho sob todos os aspectos! Sob o ponto de vista político, não nos parece ser essa a iniciativa mais adequada. No aspecto emocional, nós não somos a pessoa certa para opinar, mas nos passa uma imagem de desespero, e de descontrole emocional. Mas isto, só os médicos poderão testificar. Sob a ótica cristã, carece de respaldo bíblico.
O ato de Anthony Garotinho repercutiu negativamente por todo o país, até mesmo entre os seus aliados políticos. Do homem público, em casos de suspeitas ou de denúncias, espera-se:- 1) atitudes que demonstrem equilíbrio; 2) que venha a público e apresente convincentes respostas; 3) que não tente encobrir as denúncias; 4) que reconheça publicamente a sua falta, se for o caso, e peça desculpas ao povo: 5) atitudes firmes com vistas a reparação do seu erro.
Biblicamente falando, a Palavra de Deus condena tanto a auto-comiseração quanto o auto-flagelo, como diz, por exemplo o texto de I Coríntios 3:16-17: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado.”
Em situações assim, de pressão, como a que ora atravessa Anthony Garotinho, os políticos cristãos da Bíblia, ao invés de se auto-flagelarem com “greves-de-fome”, e se humilharem publicamente diante dos poderes estabelecidos, realizavam atos públicos de jejum e oração dedicados a Deus, e, a Deus eles dirigiam as suas solicitações e reivindicações, e não aos homens e políticos. Exemplos:- “Então, apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos humilharmos perante o nosso Deus, para lhe pedirmos jornada feliz para nós, para nossos filhos e para tudo o que era nosso.” - Esdras 8:21; “No quinto ano de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, no mês nono, apregoaram jejum diante do SENHOR a todo o povo em Jerusalém, como também a todo o povo que vinha das cidades de Judá a Jerusalém.” - Jeremias 36:9.
A nosso ver, essa greve de fome será inóqua, e não irá contribuir em nada para a solução da crise de Garotinho. A democracia brasileira está consolidada e não carece, pelo menos neste momento, da presença de observadores internacionais. Tratamento igual ele não terá mesmo, sempre foi assim! Como político experiente que é, Garotinho conhece muito bem o jogo político, e já devia saber disso!
Oremos por esse nosso amado irmão, para que o Espírito do Senhor o convença a abandonar essa greve de fome, o quanto antes, e lhe dê uma saída a mais honrosa possível, mesmo nas atuais circunstâncias.